Livre Mobilidade de Trabalho

A Inglaterra resolveu colocar mais restrições à entrada de estrangeiros. A bola da vez está com a UK Border Agency. Os alunos vão ter que passar por um rígido sistema de aprovação e vão ter que colocar o dedão na almofadinha. Isso tudo a partir de 2009. Segundo as autoridades inglesas:

"This new route for students will ensure we know exactly who is coming here to study and stamp out bogus colleges which facilitate the lawbreakers."

O grande problema são os camaradas que vão para Londres "estudar" e ficam ilegalmente. Existe também o problema das escolas "fantasmas". A idéia é barrar o trabalhador de baixa qualificação.

Essa notícia (que saiu no The Guardian) veio em boa hora. Essa semana que passou eu li a entevista do Thomas Friedman para a TIME, sobre os benefícios da transferência de conhecimento entre países e o que deveria ser feito para que os EUA mantivessem a liderança no desenvolvimento do conhecimento. Segundo ele:

"I am a radical pro-immigration advocate, because I believe that our ability to cream off the first-round intellectual draft choices from around the world remains one of our great competitive advantages. We should pin a green card to any foreign student who comes here and gets a Ph.D."

A idéia é atrair legalmente o capital humano qualificado e o de baixa qualificação. O grande problema é que a entrada dos segundos não é muito bem vinda do ponto de vista social/político. É um debate complicado, pois sabemos que a livre mobilidade de mão-de-obra tende a aumentar o bem-estar (em termos de consumo de bens e serviços). É um debate bem complexo, que envolve economia, sociologia, demografia e política (no mínimo).

PS: É isso aí Friedman. Ganhaste um fã na Philadelphia!

0 comentários: