Tudo Que Desce...

O Brasil e o México tiverem caminhos distintos nos últimos anos. O México era o queridinho das agências de risco, enquanto o Brasil era o patinho feio, mesmo tendo políticas e economias relativamente similares. A diferença era (e ainda é) a estreita relação comercial México-EUA. Veio a crise financeira e o Brasil se mostrou mais sólido, mais bem preparado e mais diversificado comercialmente.

Uma economia interna grande e diversificada, uma política macroeconômica consistente e clara, um sistema financeiro forte e bem regulado e um bom estoque de reservas. Foram estes os fatores determinantes para o sucesso brasileiro durante a crise financeira.

Agora, as agências de risco estão revendo as classificações de risco. E a diferença entre Brasil e México deve ficar menor. Direto do Estadão:

O diretor regional da Moody's para a América Latina, Mauro Leos, afirmou à Agência Estado que o País tem respondido bem à recessão. "A pronta reação do Brasil à crise mostrou que (a economia) está mais forte em termos relativos a outros países que possuem até ratings superiores."

Com isso, tem mostrado que os fundamentos econômicos são sólidos. "O Brasil passou pelo equivalente a um severo teste de estresse de grandes proporções ao longo dos últimos meses", disse.

Já na Bloomberg a notícia era esta:

Brazil’s ability to react faster to the global credit crisis than Mexico is prompting credit rating companies to reassess Latin America’s two largest economies, according to Goldman Sachs Group Inc.

Moody’s Investors Service put Brazil on review for a credit rating increase yesterday as Standard & Poor’s and Fitch Ratings reiterated concerns that Mexico may fail to pass tax legislation needed to stave off a rating cut after President Felipe Calderon’s party lost congressional seats in midterm elections. Brazil is rated below Mexico by all three companies.

É assim mesmo, enquanto a economia mexicana deverá apresentar uma queda de cerca de 3,7%, o Brasil deve descrescer apenas 1,3%, segundo o FMI. Mas tudo que desce acaba subindo, em economia. Acontece que quando o PIB cai menos, a maior chance é que no período seguinte a economia cresça mais rapidamente. É uma lógica pouco Newtoniana, mas é a lógica macroeconômica.

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